Pathrice Maia dá a enteder que o próprio
bandeirinha, que havia corrido para o meio, voltou atrás e reitera: 'Estava
impedido, realmente estava'
Por Vicente
Seda Rio de Janeiro
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Pathrice Maia escuta
reclamações após anular o gol de Hernane
(Foto: Alexandre
Cassiano/Agência Globo)
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O empate entre Flamengo e Duque de Caxias no sábado
terminou com rubro-negros eliminados da Taça Rio e muita polêmica em torno do
gol de Hernane, anulado pelo árbitro Pathrice Maia. O assistente na lateral do
campo correu para a linha central do gramado, inicialmente validando o gol,
Maia confirmou, mas 40 segundos depois mudou sua decisão e resolveu anular o
lance. Àquela altura, o Duque de Caxias ainda vencia por 1 a 0 - o placar final
foi 1 a 1.
Não posso dar qualquer detalhe técnico sobre a partida, sou proibido pela Ferj e pela CBF, posso até ser punido. Gostaria muito de poder, até porque não houve nada de extraordinário. Só uma coisa que tenho a dizer: é impossível ter ocorrido interferência externa porque eu vi o jogo depois e até o momento que voltamos atrás na decisão, não tinha sido repetido o lance na televisão. É um trabalho em equipe, todo mundo participa, então tomamos a decisão. Até a partida ser reiniciada o árbitro pode voltar atrás da decisão dele, seja ela qual for.
'Estava impedido', reitera árbitro
Questionado sobre o fato de o bandeirinha (Paulo Vitor Carneiro), melhor colocado para observar o suposto impedimento, ter corrido para o centro do campo, validando o gol, Maia respondeu:
Exatamente, mas depois chegamos à conclusão de que estava impedido e realmente estava. Então isso é o máximo que posso falar, não posso dar detalhe nenhum de como foi feito porque posso ser punido. Gostaria muito, até porque acho interessante que a imprensa tome conhecimento, até para acabar com esse fantasma absurdo de dizer que tem interferência externa. Nunca existiu isso, nem no Rio de Janeiro, nem no Brasil, isso eu posso garantir. Isso é um absurdo, dizer que houve interferência externa em 40 segundos, em um lance que nem a televisão tinha notado.
Quando questionado se consultou também o auxiliar atrás do gol (Lenilton Rodrigues) para tomar a decisão, ele afirmou ainda que foi o próprio assistente na linha linha lateral que observou o impedimento, dando a entender que Paulo Vitor mudou de decisão.
Foi o assistente que viu o impedimento. Só houve um trabalho em equipe para discutir a possibilidade do impedimento, e aí todos podem participar.
Analista diz que gol foi legal
Para o comentarista de arbitragem do Sportv, Leonardo Gaciba, o gol foi legítimo.
Foi um gol legal, foi mal anulado. Não sei por quem, mas errou. Foi muito estranho. Não entendo como um quarto árbitro, que está no centro do campo, pode interferir na decisão das três pessoas que estão diretamente envolvidas na jogada - disse Gabiba no programa "Troca de passes", do Sportv.
Gaciba falou também sobre uma suposta interferência externa no lance.
Eu prefiro acreditar que não há interferência externa. O gol é legal, a única parte do jogador do Flamengo que está à frente é o braço. Se houve interferência externa, a informação teria sido equivocada. Eu não posso acreditar nisso. Isso não é um erro de fato, aquele que acontece dentro de campo. É um erro de direito, um desrespeito às regras do jogo.
