domingo, 6 de janeiro de 2013

Pará - Craques saem do Pará a preço de banana



MERCADO
Depois, são vendidos por cifras milionárias, como é o caso de P.H. Ganso

Nildo Lima
Da Redação
A lista de jogadores revelados no futebol do Pará e que, depois, brilharam atuando por grandes clubes do futebol brasileiro e do exterior, parece interminável. Uma relação que vem desde a época do chamado "futebol romântico", quando o amor à camisa falava bem mais alto que o dinheiro. Foi assim como Manoel Maria, que deixou a Tuna para atuar no Santos ao lado nada mais, nada menos que Pelé, de quem é amigo até hoje. O zagueiro Haroldo, outro ex-tunante, também conviveu com o Rei na Vila Belmiro. A transferência desses jogadores quase nada rendeu à Lusa. Uma história que segue até os dias de hoje e que teve recentemente como grandes protagonistas os meias Giovanni e Paulo Henrique Ganso, curiosamente com passagens pela Tuna e Santos.
Giovanni surgiu na Tuna, levando pelo hoje supervisor do Remo, Fernando Oliveira. Depois de defender a Lusa por algumas temporadas, o meia passou por Remo e Paysandu, mas acabou não emplacando. Só após uma breve passagem pelo modesto Sãocarlense, do interior de São Paulo, foi que o atleta despertou, em 1994, o interesse do Santos, que o emprestou da Tuna, com o passe do atleta sendo comprado posteriormente por R$ 300 mil. O jogador chegou à Vila Belmiro sem grandes badalações, mas logo se transformou em um grande ídolo da torcida do Peixe.
Dois anos depois de desembarcar no Santos, Giovanni, que, na Vila Belmiro, ganhou o apelido de "Messias", foi negociado pelo clube praiano com o Barcelona, da Espanha, por cerca de 5 milhões de dólares. Com o dinheiro da transação, o Santos reformou o gramado de seu estádio, hoje um dos melhores do mundo, e ainda pôde dar o pontapé para a construção do CT Rei Pelé. Enquanto isso, a Lusa ainda hoje dispõe de um estádio modesto, com um gramado apenas regular e sem um Centro de Treinamento para criar novos "Giovannis".
Paulo Henrique Ganso começou no futebol de salão da Tuna, passou pelas escolinhas de futebol de campo da mesma Lusa e depois pelo Paysandu. O meia foi levado para o Santos por Giovanni. No Peixe, o apoiador de grande habilidade passou a ser considerado o sucessor de seu "padrinho". Mais uma vez, para não fugir à regra, nenhum dos clubes locais por onde passou Ganso levou algum trocado. O meia chegou à Vila Belmiro em 2005, fazendo apresentações que o levaram à seleção brasileira. Ganso ficou no Peixe até o ano passado, quando teve os seus direitos econômicos comprados pelo São Paulo. O valor da transação: R$ 23,9 milhões. No Tricolor, Ganso tem salários em torno de R$ 350 mil. O Paysandu alega ter direito em uma porcentagem da negociação, mas o clube paulista se nega a pagar qualquer valor, alegando que o atleta não foi formado na Curuzu.
Outros jogadores do futebol local também tiveram trajetória parecida com as de Giovanni e Ganso. Arinélson foi um deles. O meia, que, como Ganso, começou no futsal, trocou a Tuna pelo Iraty-PR, levado pelo empresário Mauro Murichita, com a Tuna recebendo uma bagatela pela liberação do atleta. Do clube paranaense, Arinélson, que também já pendurou as chuteiras, saltou para o Santos, indicado pelo treinador Wanderley Luxemburgo, numa transação polêmica. O Peixe comprou o passe do jogador por quase R$ 1 milhão. (Fonte: Portal ORM - O Liberal)

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